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Holanda testa sistema para detectar pornografia infantil PDF Versão para impressão
Quinta, 26 Abril 2012 15:26

O Instituto Forense Holandês (IFH) está a trabalhar com a Microsoft num sistema rápido para detectar pornografia infantil na internet. Para levantar um processo contra um suspeito, os investigadores em geral têm que examinar enormes arquivos de imagens. Isso não só leva muito tempo, mas também é mentalmente desgastante. E a cada ano a quantidade de arquivos aumenta.

O programa PhotoDNA foi especialmente criado pela Microsoft, em colaboração com o Dartmouth College, em 2009, para ajudar no combate à disseminação de pornografia infantil. É usado, entre outros, pelos motores de busca Bing, pelo Hotmail e há um ano também pelo Facebook.

Eles comparam fotografias, que os utilizadores carregam e divulgam na internet, com a base de dados do programa de Identificação de Vítimas Infantis dos EUA. O software é gratuito e a Microsoft espera que seja utilizado em todo o mundo.

Código único
Uma imagem é convertida em tons de cinza, e sobreposta com uma grade quadriculada de 12 por 12 espaços. Cada campo recebe um código único. Desta forma uma imagem pode ser reconhecida, ainda que passe por manipulação digital. Mesmo imagens reduzidas, aumentadas ou recortadas. O PhotoDNA pode rapidamente encontrar a mesma imagem em diferentes arquivos.

E mais importante ainda para os investigadores: o programa pode ligar fotografias desconhecidas a uma série já conhecida. “Isso é importante principalmente na fase de investigação”, diz Erwin van Eijk, do Instituto Forense Holandês. Economiza tempo e é de grande importância no desmantelamento de redes de pedofilia. Uma série ou uma imagem única podem ligar quem fez a quem comprou.

Pesquisa rápida
O ano passado, o Instituto Forense Holandês abordou a Microsoft para uma investigação conjunta na Holanda com o uso da base de dados de pornografia infantil no país. O instituto é o único órgão governamental no mundo autorizado a usar o PhotoDNA em combinação com um software próprio, que pode pesquisar uma grande quantidade de dados acumulados pelo IFH. O instituto é inundado pela quantidade de informações que reúne todos os anos e que continua a crescer. O software da Microsoft pode oferecer uma solução para o processamento de todas estas informações.

Padrão mundial
“O sistema também tem que ser validado”, explica o investigador Van Eijk. Em teoria, o padrão da grade de uma uma série de fotografias de pornografia infantil pode parecer-se com o de uma inocente foto de férias. Um chamado ‘falso positivo’. “Temos que ver se isso acontece, com que frequência e em que circunstâncias.”

Quando isso estiver claro, o método poderá servir como prova em tribunais e ser usado mundialmente como padrão em casos de abuso sexual. Segundo a Microsoft, a hipótese de uma combinação errada é mínima, mas esta alegação tem que se sustentar diante de um tribunal.

Tarefa deprimente

Investigadores como os do IFH mantêm a deprimente tarefa de analisar imagens de pornografia infantil. O PhotoDNA não é um programa de reconhecimento de rostos e não pode ‘ver’ o que está na imagem. Por isso não é adequado para encontrar perpetradores e vítimas.
Erwin van Eijk espera ter os primeiros resultados da cooperação ainda antes do verão.

 






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